Mais de 280 produtores prestigiam palestra da Cotrijal em Getúlio Vargas


Em um momento crucial para o bom andamento da safra da soja, a Cotrijal promoveu reunião com os produtores das novas Unidades de Negócios de Sertão, Estação e Capo-Erê – Erechim, com palestras sobre pragas e doenças na cultura. O encontro ocorreu na noite desta segunda-feira (19), no salão de atos da Prefeitura de Getúlio Vargas. Mais de 280 produtores acompanharam palestras com os especialistas Juliano Ricardo Farias, pesquisador do Instituto Phytus, e Lucas Navarini, professor do IFRS.

O vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder, prestigiou o evento e destacou que o momento é decisivo para as lavouras de soja, no que diz respeito o combate de pragas e doenças. "É com o objetivo de minimizar perdas que a Cotrijal traz informações precisas e atualizadas para o produtor. Na agricultura não temos espaço para erros, por isso, a importância de uma assistência técnica sempre capacitada atendendo o produtor. Hoje temos mais de 80 profissionais a campo". Ele acrescenta que ao longo dos seus 59 anos, a Cotrijal tem como marca a atenção com os associados, suas famílias e comunidades.

O superintendente de Produção Agropecuária, Gelson Melo de Lima, mencionou que existem em torno de 55 fatores que interferem na produtividade e rendimento tanto da soja quanto de outras culturas. "A soja já está toda plantada, em início de desenvolvimento. Orientamos previamente a escolha de material, qualidade de plantio, adubação certa, espaçamento, época, qualidade dos processos e isso tudo o produtor já fez. Agora precisamos voltar atenção para os fatores de proteção de plantas, que não aumentam rendimento, mas que se não forem bem conduzidos podem causar perdas".

Após as palestras, também ocorreu jantar de confraternização com show do cantor e humorista Beto Pires. O gerente da Unidade, Lizandro Pereira, acrescentou que o evento reforça a preocupação da Cotrijal com assistência técnica, visando melhoria da produtividade e renda do produtor. "Somente com conhecimento, o produtor irá alcançar melhor resultado. A região já carrega a essência do cooperativismo e tem recebido a Cotrijal de braços abertos".

Manejo de pragas e doenças em foco Juliano Ricardo Farias, pesquisador do Instituto Phytus, palestrou para o grupo de técnicos e produtores sobre o manejo de pragas em soja, com foco principal em lagartas e percevejos, tratando também sobre ácaros, tripes e tamanduá-da-soja. "Muitos produtores têm dúvidas de como manejar essas espécies em soja, como posicionar os produtos da melhor forma, de uma maneira que seja economicamente viável e ambientalmente mais correto. Por isso, a importância da Cotrijal trazer o debate".

Ele alerta que o percevejo é uma praga silenciosa, de detecção muito difícil quando a população é baixa. "Hoje se estima que um percevejo por metro quadrado pode causar perda de 70 a 110 quilos por hectare. Os danos podem ser quantitativos, na perda de peso do grão, ou qualitativos, na qualidade final da semente".

Já Lucas Navarini, professor do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), enfatizou que o principal problema fitossanitário da soja hoje é a ferrugem. "A safra 2015/2016 foi uma das que tivemos mais perdas por ferrugem na grande região de Passo Fundo, superiores a 50% em situações de deficiência de controle".

Segundo ele, a situação se agrava quando o produtor não mensura a real dificuldade de manejo da doença. "Temos problemas de resistência a alguns fungicidas e por isso é importante o produtor cuidar na hora da escolha do produto e também os momentos de aplicação. A primeira, preventiva, deve ser feita antes do fechamento das linhas da soja".

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